Blacklight: Retribution – uma breve análise

Bom dia, como primeiro post no blog, eu vou fazer uma breve análise do novo jogo de tiro publicado pela Perfect World Entertainment, a mesma compania que produziu Perfect World.

Então, o jogo se chama Blacklight: Retribution, e foi originalmente produzido como uma continuação para o nem tão conhecido Blacklight: Tango Down, distribuído na Xbox Live e Playstation Network de forma gratuita. O jogo à primeira vista, pode lembrar um Call of Duty em roupagem futurística, mas seu conteúdo vai muito mais além.

GOSTEI:

  • Gráficos

Sei que isso não é o que faz um jogo, mas é algo importante, principalmente no caso de Blacklight, pois os gráficos são quase necessários para construir essa atmosfera caótica na qual o jogo se situa. Feito na poderosa Unreal Engine 3 (Gears of War, Mass Effect), Blacklight consegue ser o jogo free-to-play mais bonito atualmente. Os efeitos de iluminação são muito bem utilizados e dão uma aparência realista aos cenários, que são enormes e bastante detalhados. Os personagens também são bem-feitos e possuem uma física bem-calculada, ou seja, não caem como marionetes no momento em que morrem.

  • Jogabilidade

Esse quesito é onde o jogo se destaca, pois arrisca em algumas coisas que, a princípio, parecem apelativas e “toscas”, mas depois é percebida a diferença que elas podem fazer no jogo. A primeira delas é a personalização extensiva da roupa e das armas. Na maioria dos jogos isso tem apenas um princípio estético, mas em Blacklight a escolha da armadura pode influenciar a quantidade de granadas e itens especiais que seu personagem pode carregar, a velocidade e a capacidade de resistência que ele possui. Já as armas podem ser completamente modificadas para se adequar ao estilo de cada jogador, podendo ser trocado nela o cano, a mira, o stock, o compartimento de munição, entre outras coisas.

Em segundo vem a HRV, um dispositivo que permite ao jogador localizar inimigos, aliados e depósitos de armas até mesmo através de paredes. Não, isso não é um wallhack disfarçado, muito pelo contrário, é algo que acrescenta tensão e estratégia aos campos de batalha que já conseguem ser MUITO caóticos com apenas 8 jogadores em cada time.

E por último, mas não menos importante, os Weapon Depots. Ao longo da partida você ganha créditos para gastar nesses lugares. Neles você pode restaurar sua vida, sua munição e comprar armas mais pesadas, que inicialmente são um Rocket Launcher, um Flamethrower e um Robô Gigante!

Sim, você leu isso certo, o Robô Gigante, que no jogo é mais conhecido como Hardsuit, é equipado com uma metralhadora e uma railgun. Normalmente uma partida atinge seu clímax quando alguém faz a compra de um desses, logo o foco do time adversário se torna destruir a máquina. Mas um dos momentos mais fodas que eu já presenciei em uma partida foi um duelo entre dois jogadores pilotando Hardsuits, me senti o Otacon naquele momento…

  • Som

Assim como os gráficos, ajudam a construir o ambiente no qual o jogo se situa. Com uma trilha sonora bem adequada composta por música eletrônica e efeitos bem atmosféricos, não deve nada a títulos comerciais como Crysis e Call of Duty.

NÃO GOSTEI:

  • Bugs

Nenhum jogo escapa desse problema, e Blacklight não é uma exceção, os bugs não são frequentes, mas estão lá. Às vezes você vai ver uma textura demorando a carregar ou, enquanto você estiver pilotando uma hardsuit, ela ficar presa na geometria do cenário. Mas ainda assim é muito fácil ignorar esses bugs, já que a bela apresentação e jogabilidade impecável meio que compensam por isso.

  • Apenas mais um jogo Free-to-play

Apesar de ser excelente, o jogo ainda retém diversas características de um Combat Arms da vida, como limite de tempo para uso de uma PEÇA de arma, e para usar permanentemente, é um processo doloroso que vai lhe custar muito tempo. Bem que poderia fazer igual outros jogos mais recentes, como o título da Hi-Rez Studios Tribes: Ascend, onde você já libera uma arma permanentemente e pronto. Mas você sabe o quanto a Perfect World odeia ganhar dinheiro em cima de seus jogos, então não vai adiantar muito se reclamar.

NOTA FINAL: 8.5/10 (Excelente)

Sem dúvida, um dos melhores jogos de tiro já lançados no mercado free-to-play, mas ainda tem alguns defeitos, como bugs e aquele maldito limite de tempo para uso de uma PEÇA de arma. Graças a uma equipe de desenvolvimento bem ativa, esses defeitos estão sendo corrigidos aos poucos, mas o jogo ainda está longe de ser perfeito.

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